Médico especialista garante que a vacina é vitalícia e já há países que nem sequer exigem a vacinação a cada dez anos.
Quem tem a vacina contra a febre amarela não necessita ser vacinado outra vez. “A vacina é desnecessária” para quem já foi inoculado, disse ao Rede Angola Diogo Medina, médico de Saúde do Viajante no site Consulta do Viajante, “serviço de medicina preventiva prestado em modalidade de telemedicina”.
Numa altura em que o recente surto da doença já matou pelo menos 51 pessoas desde o final de Dezembro, todos aqueles que têm a vacina podem ficar descansados e dar lugar nas filas da vacinação a quem não está protegido contra a doença.
“Os estudos científicos indicam que a imunidade ou protecção conferida pela vacina é atingida sete a dez dias após a administração e é vitalícia, não sendo necessária a revacinação”, refere o especialista.
Explica o médico que “os estudos mais recentes apoiados pela Organização Mundial de Saúde estimam que a protecção se mantenha após os dez anos de forma vitalícia”. Embora alguns países ainda exijam revacinação, “outros já deixaram de o fazer e vamos previsivelmente assistir ao abandonar gradual da recomendação de revacinar de dez em dez anos por todos os países nos próximos anos”.
No entanto, Diogo Medina também adianta que, “no caso de um surto em curso, as autoridades podem considerar recomendar a vacinação da população em risco”. E isto porquê? Porque “no caso de um surto o que se quer é garantir que toda a população está protegida”, respondeu o médico.
“Às vezes, a população fez a vacina mas não tem o registo, noutros casos, a vacina não teve a eficácia esperada e ainda há pessoas com doenças crónicas que estão mais frágeis” e são mais susceptíveis a contrair doenças, explicou Diogo Medina.
As autoridades podem, para segurança, recomendar a revacinação, se considerarem que “há suspeitas de que a população não está protegida”. Pois, “não havendo riscos conhecidos de ser vacinado com a mesma vacina duas vezes”, mais vale prevenir.
No entanto, o médico volta a sublinhar, “quem tem a vacina não precisa fazer mais na vida”.
“Relativamente à administração simultânea com outras vacinas, não existe qualquer problema, excepto com a vacina do Sarampo + Parotidite + Rubéola que deve ser separada da vacina da febre amarela por 30 dias (tanto antes como depois) para que nenhuma das duas vacinas perca a sua eficácia”, acrescenta.
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